sábado, 18 de dezembro de 2010

abrindo portas-memórias

um dia achei-me total'mente perdido
cheio de vazios
fora de mim em meio a tudo
só, inteira'mente só, sem razão
sem loucura
não me via mas sentia
sentia-me o cume de uma montanha invertida
estava numa biblioteca
livros liam-me e eu não sabia

jornais, revistas, manuais, catálogos, bulas, embalagens, etiquetas,...
qualquer coisa lia-me e eu não lia coisa alguma
as ruas liam-me
faixas liam-me
fachadas liam-me
as estradas liam-me em suas placas
o mundo lia-me e eu não lia p. nenhuma, nada!

agora!? agora leio tudo
e estou aprendendo um pouco de alguma coisa desse tudo
outro dia perdi-me, embrenhando-me louca razão acima
achando instantes lotados de livros, verdadeiras obras-primas
não! eles me acharam
na verdade, achamo-nos
os li e muito aprendi
estava numa biblioteca
ou melhor, uma biblioteca
estava em mim

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